Visitamos todos, não uma amostra
Ponto que ninguém visita é exatamente o que inventa a própria rotina. Passamos um turno em cada um, inclusive no mais distante e no que costuma ser deixado para depois.
A Nortelis é uma consultoria de processos e operações com base em Sorocaba. Padronizamos a rotina de redes: lojas, franquias e filiais que fazem o mesmo trabalho em endereços diferentes.

A Nortelis atua desde 2013. Começou com uma consultora que supervisionava uma rede de lavanderias e passou a ser procurada por donos de outras redes. Hoje somos doze pessoas: consultores de campo que rodam os pontos, uma analista de rotina e a redação dos manuais. A base fica em Sorocaba.
Atendemos redes de 3 a 40 endereços — lojas de rua, quiosques, franquias, clínicas com várias unidades, lavanderias, padarias e filiais de serviço — somando até 300 funcionários. A procura quase sempre começa igual: a placa é a mesma em todas as portas e a rotina de abrir a porta não é.
Todo contrato começa com escopo escrito: quantos pontos serão visitados, quais rotinas entram, quais documentos serão redigidos e em quantas semanas. Visitamos os endereços um a um, comparamos a mesma tarefa lado a lado, escrevemos o padrão em reunião com os encarregados e voltamos depois para ver a folha em uso.
Não fazemos o que não sabemos fazer: não montamos rede de franquia nem redigimos circular de oferta, não fazemos seleção de pessoal, não avaliamos desempenho individual, não cuidamos de ponto comercial e não vendemos sistema de frente de caixa. Nessas horas indicamos quem faz.
Treze anos rodando pontos de rede em Sorocaba e em outras cidades do estado.
Consultores de campo que visitam os endereços, analista de rotina e redação dos manuais.
Lojas de rua, quiosques, franquias, clínicas com várias unidades e filiais de serviço.
Não montamos franquia, não selecionamos pessoal e não vendemos sistema de caixa.
Numa rede, não é preciso inventar o jeito certo de trabalhar: em algum ponto ele já está funcionando. O trabalho é achar onde, entender por que e escrever de um jeito que caiba também nos outros.
Ponto que ninguém visita é exatamente o que inventa a própria rotina. Passamos um turno em cada um, inclusive no mais distante e no que costuma ser deixado para depois.
Abertura, fechamento, conferência de caixa, reposição e limpeza: a mesma tarefa descrita ponto por ponto, em colunas, na mesma folha. As diferenças saltam sem ninguém precisar apontar.
Quase toda variação tem motivo: um horário de entrega diferente, um equipamento que não existe naquela loja, um cliente que exige outra coisa. Ignorar o motivo é garantir que o padrão novo seja contornado.
O padrão sai de uma reunião com quem abre e fecha as portas todo dia, e não da mesa da direção. Quando a rotina é escrita por quem a cumpre, ela sobrevive à segunda semana.
Redes que passaram pelo trabalho, com autorização para publicar o caso.
| Rede | O que destoava | O que ficou |
|---|---|---|
| Rede de lavanderias | abertura diferente em cada loja | Escrevemos o checklist de abertura com os cinco encarregados e deixamos uma prancheta em cada porta. |
| Rede de pet shops | reposição pedida por mensagem solta | Definimos dia fixo de pedido e uma lista única por loja, conferida pela supervisão. |
| Franquia de alimentação rápida | troca de turno sem conferência | Criamos a folha de passagem com caixa, estoque e avisos, assinada pelos dois turnos. |
| Rede de óticas | atendimento contado de três jeitos | Comparamos o roteiro de cada loja e escrevemos um só, com o que cada uma já fazia bem. |
Uma visita a dois endereços já mostra por que a mesma tarefa leva o dobro do tempo num deles. A partir daí combinamos o que vale comparar na rede inteira.